sexta-feira, 11 de março de 2011

Aeronave T-28 pousa em Brasilia



A aeronave T-28 Trojan adquirida nos EUA e que agora fará parte do acervo de um museu no interior de São Paulo. (Foto: Johnson Barros)
Potência de 1425 cavalos, velocidade superior a 550 km/h, capacidade de operar lançadores de foguetes, bombas leves e metralhadoras. Essas são algumas características de um ilustre visitante recebido, na tarde de hoje, na Base Aérea de Brasília. O avião T-28 Trojan pousou na unidade depois de uma viagem de quase 25 dias.
O modelo de aeronave chegou a operar na Marinha do Brasil e uma aeronave semelhante se encontra no Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro. (Foto: Johnson Barros
A aeronave foi conduzida de Chicago, nos Estados Unidos, por dois pilotos civis e entusiastas da aviação. Os tripulantes foram recepcionados na BABR por militares da Força Aérea Brasileira. De Brasília, o avião seguirá para o museu do Instituto Arruda Botelho, em São Paulo, onde ficará em exposição.
A aeronave foi adquirida pelo empresário Fernando Arruda Botelho e foi transladada em voo desdo os EUA. (Foto: Johnson Barros)  
O T-28 foi operado por Forças Armadas de diversos países, inclusive pela Marinha Brasileira. A aeronave era utilizada em porta-aviões e para treinamento de militares, chegando, inclusive, a ser empregada em conflitos armados. “Em várias passagens de nossa viagem, eu imaginava estar em um combate. Foi uma coisa fantástica. Tenho 32 anos de aviação e não é fácil me surpreender, mas esse avião me surpreendeu e muito”, destaca um dos pilotos da aeronave, Carlos Edo.


“Este é o primeiro avião militar a entrar no Brasil para um museu. Tem sido muito importante o apoio que a FAB tem prestado para possamos trazer esses aviões e trazer esse glamour para a Aviação”, ressalta o outro piloto, Fernando Botelho. Segundo ele, o percurso dos EUA para o Brasil deixou momentos marcantes em sua memória. “É como se nós voltássemos a ser Tenentes e fizéssemos uma viagem juntos que durou quase 25 dias. As etapas foram duras, cumprimos duas horas sobre as águas num local que não tem busca e salvamento. Pegamos instrumentos, tempo ruim e só paramos um dia”, lembra ele.
Fonte: Agência Força Aérea

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